Poder 360 - Depois de gradualmente reduzir a vantagem de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas simulações de 1º turno, Jair Bolsonaro (PL) estacionou na rodada do PoderData realizada de 13 a 15 de março de 2022. Agora, o petista tem 40% contra 30% do atual presidente (há duas semanas, o placar era de 40% a 32%). A variação está dentro da margem de erro, de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Em janeiro, a distância entre Lula e Bolsonaro era de 14 pontos na simulação de 1º turno. Essa vantagem vinha caindo a cada 15 dias, conforme mostrou o PoderData, única empresa de pesquisas do Brasil que faz levantamentos nacionais quinzenais. Estava em 9 pontos há 1 mês.
A estacionada de Bolsonaro coincide com o início da guerra da Rússia contra a Ucrânia (24.fev), o aumento dos preços da gasolina e do gás de cozinha (10.mar) e a incerteza dos eleitores sobre o impacto que o conflito na Europa terá sobre o Brasil.
Ciro Gomes (PDT) e Sergio Moro (Podemos) seguem tecnicamente empatados no 3º lugar, com 7% cada. João Doria (PSDB), Eduardo Leite (PSDB, mas discutindo uma mudança para o PSD), André Janones (Avante) e Simone Tebet (MDB) marcam 2%. Luiz Felipe D’Ávila (Novo) não pontuou.
A pesquisa foi realizada pelo PoderData, com 3 mil entrevistas, de 13 a 15 de março de 2022. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%. O registro no TSE é BR-00835/2022.
No 2º turno, Lula marca 50% contra 36% de Jair Bolsonaro. A distância manteve-se estável em relação à pesquisa anterior. A maior vantagem entre o petista e o atual chefe do Executivo foi registrada no levantamento realizado de 30 de agosto a 1º de setembro de 2021, quando Lula marcava 55% e Bolsonaro 30% (diferença de 25 pontos). Agora, é de 14 pontos.
O levantamento do PoderData reafirma o peso da economia no cenário eleitoral. Quando há dinheiro irrigando o bolso dos eleitores mais pobres, Bolsonaro melhora nas pesquisas (como em janeiro e fevereiro, com o pagamento do Auxílio Brasil de R$ 400). E quando os eleitores ficam com medo do futuro e a economia patina, o presidente tem mais dificuldades para avançar.
0 Comentários